Fazendo um estudo dos períodos histórico da humanidade, podemos observar que a pós-modernidade provocou grandes mudanças no homem: O homem vale pelo que possui e não pelo que é; o homem está sendo substituído por maquinas; o homem é um ser dependente da tecnologia e infraestrutura etc. Além dessas mudanças existe outra que tem provocado à maioria dos conflitos existenciais, o homem tem se desvalorizado com ser humano, como pessoa. Há um crescimento assustador de pessoas deprimidas, tristes, ansiosas, estressadas, solitárias, desesperadas etc. Como consequência desses fatores crescem os números de suicídios, homicídios, violência, divórcios etc., Em decorrência o homem moderno desequilibra-se emocionalmente e torna-se inseguro quanto o seu valor e dignidade humana. Fica mais fácil falar em resgatar os valores humanos, do que a preservação dos mesmos, pois como preservar algo que já não existe.
Sabemos que os valores humanos e sociais são indispensáveis para o desenvolvimento de uma sociedade voltada para o bem estar dos seus membros. A cada dia observamos a degradação do ser humano, isso está implícito na negligencia aos bons princípios. Não é necessário que sejamos psicólogos ou sociólogos para entendermos que são esses fatores que estão fazendo com que o homem deturpe os valores que constituem uma sociedade sadia. Como homem-cidadão temos os nossos direitos, mas não devemos esquecer que também temos os nossos deveres e apreciar os valores e regras da sociedade é uma delas. Valores são bons princípios que determinam e também elevam o caráter e a personalidade do ser humano. São atitudes como Honestidade, Amor ao Próximo, Respeito, Paz, Cidadania, Ética, Moral, que permitem que as pessoas possam viver em conjunto numa sociedade democrática. O centro-foco da sociedade sempre foi, e sempre irá ser a Família. E como tudo começa dentro do lar, a apreciação dos valores não é diferente. Se dentro de casa fossemos instruídos a preservar esses princípios, com certeza iria ser um bom começo. Cada vez mais cresce a desvalorização do homem, tanto o ser masculino quanto o feminino.
O homem deixa de ser exemplo de honradez, companheirismo, amigo e está sendo considerando apenas como umfinanciador de prazer para si mesmo e para os outros. Já não é tão digno de confiança, está totalmente sem credibilidade. A mulher é vista como um objeto de consumo e que não merece muita consideração, coisificada em marketing para vender qualquer tipo de produto. Houve um tempo em que o homem dava a vida para proteger a mulher, a criança, os idosos. Hoje isso ocorre mais em uma pequena escala. Em um passado recente as mulheres eram consideradas seres frágeis que mereciam a proteção e o cuidado masculino. Hoje, deparamos com homens indecisos, mentalmente perturbados, cheio de fragilidade emocional, não tendo mais confiança no seu próprio valor como ser capaz e atuante. Há uma necessidade de um novo paradigma, onde o homem seja capaz de entender o seu próprio potencial e possa respeitar o outro, tendo em vista que o seu direito e o direito do outro é igual perante a lei. E o seu valor vai estar sempre atrelado aos seus feitos.
Texto de Maria José Gonçalves (Tia Nen)
Psicóloga formada pela Universidade Salesiana de Vitória do Espirito Santo.
tianenreis@hotmail.com