Powered By Blogger

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

7/09/2009
 às 8:05

DILMA ACHA O HOMEM BRASILEIRO MUITO MULHERZINHA. INTERPRETO SUA MISANDRIA

O que há em comum entre Lênin, Josef Stálin, Mao Tse-Tung, Lula, Guido Mantega e Aloizio Mercadante? Para que responda essa estranha pergunta, terei de recorrer a algum contexto. Leiam a frase abaixo.
“Estou num país em que nenhum homem assume suas posições. Quando eu assumo, sou tachada de durona e mal-humorada”.
A fala é da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata de Lula à Presidência da República e, muito provavelmente, pré-candidata do PT – malgré lui-même, a despeito de seu querer. Fosse por sua vontade, o PT faria outra escolha. Qual? Não se sabe. Mas Dilma não seria. Lula, no entanto, confia em sua intuição. Vamos ver. Como se nota, a ministra tem uma avaliação ruim do homem brasileiro — o homem mesmo, não a espécie; ela se refere àquele da testosterona como hormônio dominante, a parte do país que tem pênis, pomo de Adão, barba e, no mais das vezes, voz grossa. Dilma, como se nota, acha o macho brasileiro meio frouxo, meio bocó, meio bobalhão, aquilo que, na escola, antigamente, a gente chamava “mulherzinha”, em sentido pejorativo. É isso: Dilma acha o homem brasileiro muito mulherzinha. E, hoje em dia, felizmente, nem a mulher aceita ser mulherzinha.
Trato este assunto sempre com humor. Em casa, o elemento feminino domina tanto entre os seres que têm polegar opositor como entre os que não têm. Sou casado com mulher, só tenho filhas, também aqueles especialmente amados por São Francisco, por aqui, são meninas. Sou o único na casa a ter a testosterona como hormônio dominante (acho eu), apesar de meio esquisito: não sei dirigir, não jogo futebol, leio poesia, não faço comentários cafajestes com amigos sobre a bunda das mulheres alheias, gosto de perfumes, não considero que estou sempre certo (embora seja freqüente), preocupo-me com advérbios, não entendo porra nenhuma de eletricidade (Dona Reinalda pode dar aula a respeito), não tenho o que dizer quando a caldeira do prédio dá problema (Dona Reinalda não só tem o que dizer como tem a solução), não sei quando vence a mensalidade da escola, o condomínio, o plano de saúde. Sem Dona Reinalda, não sou ninguém. Nem sexo eu faço sem ela, vejam só… Dilma deve me achar mulherzinha. Mas assumo posição. Ou posições — quando quero ser sutil…
Depois de uma digressão, tentando aqui me caracterizar, quem sabe?, como um tanto atípico, embora tenha o pendor de todo macho atrasado para a generalização — enquanto as mulheres parecem preferir os detalhes —, volto ao princípio do texto. Acho que Dilma está mal acostumada e pode ter uma experiência deformada com homens. Ah, por favor! Repudiei os comentários, e os repudio, que tentaram associar a declaração da ministra à sua  ”condição sexual” — nunca emprego a expressão politicamente correta “preferência sexual”. Ninguém “prefere” coisa nenhuma. “Preferir”, todo mundo “prefere” ser heterossexual. Mas algumas pessoas não são. Ponto final. Não acho que a fala da ministra tenha qualquer relação com essa questão. Machistas e misóginos são, no geral, heterossexuais. O mesmo se pode dizer de uma mulher misândrica. Se Dilma gostasse de mulheres no sentido amoroso, certamente teria uma impressão mais generosa dos homens.

Nenhum comentário:

Postar um comentário